Igreja Universal usou escolas no Rio para oferecer atendimento espiritual e até massagem

O Ministério Público do Rio de janeiro está movendo uma ação civil pública contara o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, acusando-o de improbabilidade administrativa. De acordo com o MPRJ, Crivella estaria usando escolas públicas da cidade para a promoção da Igreja Universal do Reino de Deus.

Duas diretoras deram depoimento à promotora Gláucia Santana, da 5ª Promotoria da Justiça de Tutela Coletiva da Cidadania e disseram que vários pastores da Igreja Universal usaram as escolas para ‘ações sociais’ da igreja.

A Igreja Universal teria realizado vários eventos, entre eles: corte de cabelo, assistência espiritual, corte de cabelo e até massagem shiatsu. Vários banners da Universal foram espalhados pelas escolas e os organizadores usaram uniformes com a logo da igreja.

Um trecho do depoimento diz que: “(A professora) foi procurada por um pastor da Igreja Universal que esteve na escola solicitando o uso do espaço do CIEP para a realização de uma ação social na qual seriam oferecidos à comunidade a elaboração e documentos, corte de cabelo, avaliação de dentista, brechó, sorteio de cesta básica etc. (…) Outro pastor lhe procurou para agendamento do evento, deixando panfletos para distribuição aos alunos e seus responsáveis; que nos panfletos havia a indicação da logo da igreja universal e as atividades que seriam desenvolvidas; que no evento haviam banners da Igreja Universal e que todos que trabalhavam usavam uniformes e identificações da igreja“.

Um trecho da ação que vem sendo movida pelo Ministério Público do Rio de janeiro, diz que: “Há uma afronta nítida à laicidade do Estado e à liberdade religiosa, na medida em que o demandado (Marcelo Crivella), aproveitando do cargo que ocupa, vem promovendo influências religiosas no âmbito da administração pública municipal, com intuito evidente de buscar favorecimento à sua crença, bem como aos seus simpatizantes, em detrimento dos demais seguimentos religiosos e culturais“.

Marcelo Crivella, sobrinho de Edir Macedo, pode ser afastado do cargo e até pagar multa, correndo ainda o risco de perder o mandato e ter os direitos políticos suspensos.